PEDRO LEAL E JOÃO RUIVO FAZEM DOBRADINHA NO TRIUNFO ENTRE OS DIESEL
A equipa Fiat Multijet, com as duplas formadas por Pedro Leal e Redwan Cassamo, e João Ruivo e Alberto Silva, fechou a temporada do Nacional de Ralis com uma verdadeira “chave de ouro”, ao conseguir a “dobradinha” no triunfo da Taça Diesel, o terceiro consecutivo em provas do Nacional, garantindo ainda, pela segunda vez consecutiva, a presença de um Fiat Stilo Multijet a pontuar à geral para o Campeonato, desta feita graças ao oitavo lugar final garantido por Pedro Leal, piloto que no Rali de Mortágua havia já pontuado à geral, então com um sétimo lugar.
Numa prova particularmente difícil como foi este Rali Casinos do Algarve, em que a chuva complicou e muito a tarefa da escolha dos melhores pneus, os dois Fiat Stilo Multijet chegaram ao final da prova sem grandes problemas, provando que em condições normais, sem os azares que marcaram a primeira metade da época, possuem condições para liderar de forma categórica a classificação da Taça Diesel e, mais do que isso, para lutarem por uma classificação entre os lugares da frente, com uma presença regular nos dez primeiros.
Se no Rali de Mortágua, a equipa oficial da Fiat Auto Portuguesa já tinha feito história com os Stilo Multijet, ao conseguir a melhor classificação de sempre para um diesel no Nacional de Ralis, garantindo uma pontuação para o Nacional com o sétimo lugar final de Pedro Leal naquela prova, desta feita, na zona da Serra do Monchique, e não obstante as difíceis condições climatéricas que se fizeram sentir na prova organizada pelo Clube Automóvel do Algarve, o mesmo piloto voltou a pontuar para o Nacional, agora ao terminar na oitava posição, conseguindo aquilo que Nuno Pires, engenheiro responsável pela área de competição da Fiat Auto Portuguesa, considerou como “a cereja no topo do bolo” de uma temporada que “dificilmente poderia ter terminado melhor”.
No final da prova deste fim-de-semana, Pedro Leal começou por considerar que, muito por força do que foi conseguido nas últimas três provas do Nacional de Ralis, a época desportiva “conseguiu terminar com um balanço limpo e francamente positivo”. “É verdade que começámos mal, com alguns problemas, fruto, porventura, de alguma falta de tempo para uma melhor preparação do carro, com testes que não puderam ser feitos, o que se pode considerar normal já que a época foi decidida sobre a hora, o que levou a esses problemas. Contudo, a equipa técnica da Fiat Auto Portuguesa fez um excelente trabalho e conseguimos provar que os nossos motores Multijet são particularmente competitivos. Provámo-lo tanto em pisos de terra, já que no Rali do FC Porto ainda fizemos bons resultados rodando entre os primeiros, e provámo-lo finalmente em asfalto, nas três derradeiras provas do Nacional de Ralis”, afirmou.
Pedro Leal recordou que no momento em que o Nacional de Ralis entrou na fase de asfalto, a equipa assumiu que pretendia pontuar para a classificação absoluta do Nacional de Ralis, algo que algumas pessoas não acreditavam ser possível. “A verdade é que o conseguimos no Rali de Mortágua, e uma vez mais aqui, no Rali Casinos do Algarve, o que deixa claro que essas pontuações e as prestações que o permitira não aconteceram por acaso, mas antes porque é realmente possível estar nos lugares pontuáveis de uma forma regular com estes Fiat Stilo Multijet. É verdade que não há milagres, e a capacidade de pontuar à geral dependerá sempre da concorrência, mas também é verdade que conseguimos um andamento que demonstra de forma nítida a validade de todo o projecto, acrescentou Pedro Leal.
João Ruivo, o jovem piloto que teve a seu cargo a condução do segundo Fiat Stilo Multijet ao longo do Campeonato Nacional de Ralis de 2006, afinou o seu discurso pelo mesmo diapasão, classificando o balanço da época como “particularmente positivo”. “Toda a equipa está de parabéns pelo trabalho realizado ao longo do ano, e se é verdade que tivemos uma série de azares nas primeiras provas, fruto de ter sido necessário o melhor desenvolvimento do carro, chegámos ao final da época com um carro bastante competitivo entre os diesel, e com capacidade para andar entre os da frente à geral”, afirmou.
“Para mim, particularmente, foi um ano de aprendizagem durante o qual fiquei a conhecer todas as provas do Nacional de Ralis. Consegui alguns ‘cronos’ interessantes que nos deixam abertas algumas portas e novos horizontes para o futuro”, concluiu este jovem piloto que, tendo aparecido no entretanto extinto Troféu Fiat Punto, provou a sua qualidade desta feita ao volante do Fiat Stilo Multijet.
As derradeiras palavras relativamente a este balanço de final de temporada para a equipa Fiat Multijet surgiram da boca de Sérgio Martins, o Director de Relações Externas da Fiat Auto Portuguesa, o qual, uma vez mais, e a exemplo que fez ao longo da época desportiva que agora termina, destacou o facto de ter ficado novamente provada a qualidade da tecnologia Multijet, a mesma que equipa os diferentes motores diesel dos modelos da Fiat Auto Portuguesa à venda na rede de concessionários em todo o País, tendo deixado uma palavra de agradecimento aos patrocinadores que estiveram ao lado deste projecto desde a primeira hora, e sem os quais o mesmo não teria sido possível com tão brilhantes resultados”.
Para a história fica a classificação do Rali Casinos do Algarve, a derradeira prova do calendário do Campeonato Nacional de Ralis, com os dois Fiat Stilo Multijet a chamarem a si, neste rali algarvio, os dois primeiros lugares na Taça Diesel.
RALI DE MORTÁGUA
Classificação Final:
1 - Armindo Araújo/Miguel Ramalho (Mitsubishi Lancer Evo IX) – 1h13m27s6
2 - Miguel Campos/Carlos Magalhães (Subaru Impreza), a 1m29s2
3 - Ricardo Teodósio/Paulo Fiúza (Mitsubishi Lancer Evo IX), a 1m30s9
4 - Fernando Peres/José Pedro Silva (Mitsubishi Lancer Evo IX), a 3m05s7
5 - José Pedro Fontes/Fernando Prata (Renault Clio S1600), a 3m14s4
6 - Bruno Magalhães/Paulo Grave (Peugeot 206 S1600), a 3m16s0
7 - Bernardo Sousa/Paulo Babo (Mitsubishi Lancer Evo IX), a 3m19s2
8 - PEDRO LEAL/REDWAN CASSAMO (FIAT STILO MULTIJET), a 3m42s0
9 - Vítor Pascoal/Pedro Barbosa (Subaru WRX STI), a 4m17s6
10 - Paulo Antunes/Jorge Amorim (Peugeot 206 RC), a 4m54s3
(…)
38 - JOÃO RUIVO/ALBERTO SILVA (FIAT STILO MULTIJET), a 56m35s9